sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Zona de Conforto

Há algumas diferenças entre o atleta profissional e o amador. O profissional é aquele que vive para o esporte; o amador, não. Mas há uma diferença marcante entre os dois: o atleta profissional leva a rigor o seu treinamento e o amador treina quando quer.
Dentro do Aikido não é diferente. Muitas vezes as pessoas passam pelo Dojo e perguntam: será que o Aikido funciona? Será que o Aikido é uma ferramenta adequada para defesa pessoal? Isto você vai experimentar e descobrir se praticar e se dedicar a aprender realmente a técnica. Não se pode esperar resultados, quando não há dedicação para tal. O Aikido funciona quando você extrai de si o seu máximo.
Pense primeiramente numa coisa: Aikido vem de um Budo (caminho marcial). Quando da criação da arte em Morihei Ueshiba, não existia toda a tecnologia que temos hoje e variados motivos para treinar. Faz parte da criação de um Budo a preparação para a guerra, remontando o Bushido (caminho do guerreiro), código de conduta do Samurai. Ali você trabalha para a guerra, então, para parar a guerra, você tem que ser a guerra. Não pense que isto justifica que você saia por aí querendo bater em todo mundo ou desenvolva uma conduta agressiva: Não! Muito pelo contrário! Mas você precisa manter este espírito de busca, no intuito de aperfeiçoar-se como se não pudesse errar, como uma causa de vida ou morte, como se estivesse em guerra. Por isso você tem que treinar, treinar e treinar.
O que queremos frisar neste post é que este espírito disciplinado, que persevera, busca a perfeição, não é exclusividade dos profissionais da área. Para todo praticante, profissional ou amador, esta característica é necessária, no tatame e na vida como um todo. O diferencial do praticante é a sua ATITUDE em buscar extrair de si próprio o seu máximo.
Aí, então, chegamos ao cerne do nosso assunto de hoje: ZONA DE CONFORTO. Todo mundo quer saber fazer, quer ter resultados, quer ser forte; mas para isto é preciso superar a nossa zona de conforto. Alguns comportam-se de forma instável, ou até mesmo, preguiçosa : treinam um dia, não treinam no outro... comparecem num mês, mas não no próximo. Desta forma, esqueça resultados excepcionais, assim não chegará ao seu ápice.
Na prática do Aikido é necessária a superação de uma série de limitações: físicas, relacionadas ao seu corpo; mentais, relacionadas às crenças que você tem de si mesmo e culturais, relacionadas à superação de um modelo “do jeitinho brasileiro” e do “self service”, aos quais estamos habituados, como se as coisas pudessem chegar às nossas mãos com pouco esforço. Através da prática do Aikido você também necessitará travar uma guerra com o seu próprio caráter e reformular conceitos que, certamente, trarão melhorias na sua vida como um todo. Alguns destes conceitos dizem respeito à perseverança, força interior e disciplina: neste caminho, você chegará ao seu ápice.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Classe Básica Pelotas Aikikai

Aqui estão alguns videos filmados durante uma classe básica no Pelotas Aikikai, em janeiro de 2012, com o Sensei Solerth Rodrigues e Eduardo Ferreira (uke).
Ressaltamos que os movimentos não devem ser praticados sem a supervisão de instrutor capacitado, para que não se corra o risco de exposição a lesões.

Incentivamos aos que desejam iniciar a prática do Aikido que assistam aos treinos pessoalmente e conversem com o Sensei para mais esclarecimentos. Você é muito bem vindo!

Ao final da postagem deixe seu comentário ou pergunta.



1- Alongamento- Kokyu Nague



2- Kokyu Nague



3- Katatetori Irimi Nague Básico


4-Kaiten Nague



Aos iniciantes

Ao entrar na atmosfera de um Dojo você se depara com várias coisas, procura saber o nome e o detalhe de cada uma delas, pois sua curiosidade lhe torna ambicioso em querer aprofundar-se em tudo que rodeia a arte. Essa fome pelo conhecimento faz parte, ela é salutar e lhe torna ávido para adquirir novos conhecimentos. No Aikido é assim, você entra e o Dojo lhe fornece o básico do básico, apenas o tatame, um pequeno quadro na parede e um espaço vazio e é aí que nós entramos. Este vazio espera ser preenchido com uma atmosfera positiva, marcial e agradável, nada mais além disso é necessário, apenas tenha em mente que dentro desse espaço não há democracia, devemos sim, por gratidão, mantê-lo aberto e seguir a sua essência. Assim sendo, afirmamos a importância da manutenção das raízes da arte, bem como da disciplina e respeito às regras fundamentais do Dojo.
No início da prática, começamos no Go (duro ou forte), ou seja, os aspectos dificultosos da arte: sua consciência corporal é inexistente, braços e pernas para um lado e para o outro, enfim, é duro mesmo. Mais adiante, passamos a entender um aspecto muito importante: nossos limites deverão ser ultrapassados, após longas e longas horas de treino o Shugyo (treino austero) deve ser experimentado: suor, calor, frio, dor e outros fantasmas deverão ser superados.
No nível intermediário começamos a nos movimentar um pouco melhor, os ukemis respondem automaticamente à sensibilidade mecânica do parceiro, não há mais tempo para pensar em botar o pé aqui ou mão lá, e sim responder a uma atitude precisa e forte. Esta parte é o Ju (suave ou flexível), nosso círculo começa a se fechar, e aí nossa técnica começa a ganhar forma e aos poucos precisão e “timing”.
Após vários kimonos molhados no tatame , estudantes avançados nos dirão: “tem que se mexer melhor, ainda está fraco”. Primeiramente, talvez possamos pensar: “esse cara aí quer me por pra baixo”, mas no fundo, ele o está ajudando , ou seja, funilando seu ego para que não se perca no seu alazão mental. Isto também é treinar.
Quando começamos a avançar na técnica, o Ryu (estilo) se expressa, aí é você mesmo. Você apenas olha um aspecto do movimento e o transforma da sua maneira, tornando-o, assim, com a sua personalidade.
Bom mesmo é nos divertirmos, encararmos um treino sempre como um novo aprendizado. Lembre-se: o fundador do Aikido treinou até o seu último dia de vida e dizia sempre ser um iniciante e este espírito de Shoshin (初心 - mente de principiante) deve ser mantido sempre.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O treino constante é a principal forma de aperfeiçoamento no Aikido.

O coordenador do Pelotas Aikikai, Sensei Solerth Rodrigues (2°Dan) esteve presente no Yudanshakai (treino de faixas pretas) promovido pelo RS Aikikai em sua sede/Porto Alegre, nos dias 20 e 21 de janeiro de 2012.
O treino foi ministrado por Nilton Pereira (3° Dan) e teve como ênfase as técnicas mostradas por Yoshimitsu Yamada Sensei (8°dan) e Donovan Waite Sensei (7° dan) que estiveram presentes no último Seminário, em novembro de 2011, em Piracicaba/SP.
Nilton Sensei empregou as técnicas básicas: Kaiten Nague, Ude Garami, Koshinague, Sumi Otoshi, Nikkyo, Shiho Nague e algumas variações de Kokyu Nague, mas sempre lembrando a importância de um movimento contínuo e forte. Como diz Yamada Sensei: fazer o movimento com o máximo de três passos.

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Aikido e alguns aspectos.

A essência das técnicas do Aikido é baseada na esfericidade de seus movimentos em torno de um centro estável e energizado, onde o objetivo é unir-se ao ataque do oponente, desequilibrando-o e simultaneamente aproveitando sua força para projetá-lo ou imobilizá-lo. Sua dinâmica é vigorosa fazendo uso de poderosas alavancas juntamente com seu deslocamento corporal e assim tornando a técnica eficaz para qualquer situação. Aikido requer muito treino, pois o "timing" a ser utilizado nas técnicas é muito preciso e isto necessita de um bom tempo de prática.
Não há competições no Aikido, o desafio é estar lá por si mesmo, você treina com um parceiro para aprimorar e buscar sua performance (stamina).
Dentro do treinamento há o uso de armas como o bokken (espada de madeira), o jo (bastão) e o tanto (faca).
Outra característica muito importante: no Aikido quase que 60% do seu treino é cair (ukemi) e receber as técnicas , daí a importância de treinarmos intensivamente as bases de Ukemi através de prática constante e rigorosa.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011